Tim Draper afirma que Bitcoin pode se beneficiar da crise do coronavírus

Tim Draper afirma que Bitcoin pode se beneficiar da crise do coronavírus

A disseminação global do coronavírus teve um papel importante nos mercados financeiros em 2020. Até agora, mais de US$7 trilhões já foram gastos para salvar a economia – número que segue em expansão. O investidor Tim Draper, grande entusiasta do Bitcoin, acredita que essa confluência de fatores pode ser o ponto de inflexão que permitirá que inovações como o Bitcoin e contratos inteligentes floresçam.

Em uma entrevista concedida ao canal InnMind na segunda-feira, 06 de abril, Draper, que é investidor global de capital de risco, disse estar cético sobre a eficácia do plano de resgate do governo norte-americano e que levaria anos até que o dinheiro emitido pelo Federal Reserve (Fed) “permeasse” a economia global.

“Eles estarão imprimindo todo esse dinheiro para tentar recuperar a economia depois que basicamente esgotaram a economia”, disse ele. “Eles vão inundá-la com um monte de dinheiro, e esse dinheiro valerá menos, e menos e menos.”

Por conta disso, Draper acredita que as pessoas começarão a recorrer ao Bitcoin, pois ele possui uma oferta fixa, em contraste com as moedas fiduciárias que estão sendo impressas aos bilhões, e praticamente sem limites, pelos bancos centrais.

“Será um momento muito interessante em que as pessoas dirão ‘bem, por que não usar Bitcoin?’ Eu sei que existem apenas 21 milhões delas (unidades de Bitcoin) e não precisamos nos preocupar se um governo está diluindo sua moeda imprimindo toneladas, podemos usar uma moeda com a qual todos concordamos e isso faz parte da economia e já é sem atrito, aberto, transparente e global.”

Competição virtual entre governos

Embora exista um debate sobre se o coronavírus pode acabar com a tendência à globalização que vigorou nos últimos 25 anos, Draper acredita que inovações financeiras digitais como o Bitcoin, contratos inteligentes e inteligência artificial, forçarão os governos a competir entre si no “nível virtual” para trazer melhores serviços e “menores custo” para atrair talentos.

Isso, por sua vez, capacitará as pessoas com mais opções para se moverem livremente e viverem em um novo mundo global “amoroso” e “melhor”. “Não importa se você é dos EUA, China ou Rússia ou Índia ou Europa ou de onde for, somos um mundo aberto e, em seguida, as fronteiras geográficas vão significar cada vez menos”, afirmou.

Essa não é a primeira vez que Draper coloca o Bitcoin como uma opção viável às moedas fiduciárias. No ano passado, o investidor aconselhou o então presidente da Argentina, Mauricio Macri, a adotar o Bitcoin como moeda oficial do país, que é assolado com uma das maiores taxas de inflação do planeta.

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