Polícia prende suspeito de aplicar golpe de R$ 1 milhão envolvendo Bitcoin e bancos digitais

Polícia prende suspeito de aplicar golpe de R$ 1 milhão envolvendo Bitcoin e bancos digitais

Um homem suspeito de liderar um esquema que aplicava golpes envolvendo Bitcoin e bancos digitais foi preso nesta quarta-feira, dia 3 de junho, em Araçatuba, São Paulo, pela Polícia Civil.

Valter de Paula Petenati teria acumulado um total de R$ 1 milhão com os golpes em apenas quatro meses. Um total de 250 pessoas teriam sido vítimas de Petenati.

Suspeito usava dados de interessados em Bitcoin

De acordo com uma matéria do portal de notícias da UOL, as investigações revelaram que Petenati usava dados de pessoas interessadas em investir em criptomoedas, mais precisamente no Bitcoin, para aplicar seus golpes. A maioria de suas vítimas era pessoas idosas.

“Ele pegava os dados [dos interessados em Bitcoins] e pedia para que as pessoas tirassem uma foto segurando o CNH ou o RG”, revelou o delegado Fábio Daré.

A partir dos dados das vítimas, o suspeito abria contas digitais em seus nome através de aplicativos de celular. Segundo a polícias, depois disso, ele acessava os limites de créditos das vítimas. O dinheiro era então, transferido para contas pessoais vinculadas ao suspeito em três diferentes bancos.

Banco suspeitou de 90 transações com mesmo celular

O delegado responsável pela investigação destacou que “a pessoa que trabalha com Bitcoins já é acostumada a mexer com tecnologia”. Segundo ele, o suspeito usou seu know-how para aplicar um golpe inteligente.

“Mas, não se por ingenuidade ou por não acreditar na polícia, transferia o dinheiro para contas dele e da mulher”, detalhou o delegado.

O banco começou a suspeitar quando o suspeito fez 90 transações a partir de um mesmo smartphone. Assim, o banco bloqueou as movimentações que tinham como destino as contas no nome de Petenati e da esposa.

“Com os CPFs bloqueados pelo banco, ele abriu contas nos nomes das filhas de 9 e 10 anos. Além disso, fez transferências para o cunhado e um amigo”, afirmou o delegado.

Dinheiro era usado em bens pessoais

O dinheiro levantado por Patenati nos golpes era usado para comprar objetos pessoais. Segundo o UOL, sua última aquisição foi um Audi Q3, avaliado em R$ 185 mil, pago em dinheiro.

Além disso, o suspeito abriu uma loja de calçados para a esposa em uma cidade vizinha, informou o delegado. O local foi um dos quatro locais em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Os equipamentos apreendidos, computadores, celulares e documentos, devem ajudar nas investigações.

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