O Bitcoin é dinheiro? Não deixe de descobrir

O Bitcoin é dinheiro? Não deixe de descobrir

O dinheiro está mudando. Eu sei, parece loucura pensar nisso, mas a realidade é que depois de você ver esse vídeo você olhará para a sua carteira de forma diferente.

O que hoje são notas de papel que representam um valor monetário, ou aquele número em sua conta bancária que é usado quando você passa o seu cartão de “crédito ou débito”?

Digamos assim,  já foi algo muito diferente e menos desenvolvido.

O dinheiro sempre evoluiu, mudou, se modernizou para o que temos hoje e para o que teremos em pouco tempo por meio do Bitcoin. Pra entender isto de forma correta, você precisa entender um pouco da história do dinheiro.

Algo só pode ser chamado de “dinheiro” se foi adotado como um “meio de troca”, e um bem só pode ser considerado um meio de troca se ele já tem um valor como mercadoria, pelo seu uso e pelo benefício que traz.

É um conceito básico do teorema da regressão de Ludwig Von Mises. Um exemplo disso é o ouro. Era usado em enfeites e se tornou um meio de troca, encontrando valor não apenas em sua utilidade anterior, mas valorizando-se conforme a sua utilidade monetária aumentava.

O metal foi escolhido como dinheiro há muito tempo, mas antes disso demonstrou seu valor de uso e utilidade. É um elemento escasso, de difícil acesso, e então considerado nobre, digno de ser usado em uma troca comercial.

Muitos bens funcionaram como meio de troca em determinado período. Tabaco, açúcar, sal, gado, pregos, cobre, grãos, especiarias, e algumas outras. Mas nenhum bem se destacou e teve tanta importância quanto o ouro.

Em relação ao Bitcoin, a primeira vez que ele foi considerado um meio de troca foi em Maio de 2010, quando um homem chamado Laszlo Hanyecz comprou duas pizzas no valor de 10.000 Bitcoins.

Sim, isso mesmo! Provavelmente é a pizza mais cara da história! Com o tempo, o sistema monetário precisou evoluir, surgindo então a custódia do ouro pelos ourives ou por instituições especializadas, conhecidas como “bancos“.

As pessoas depositavam o ouro em um banco e recebiam em troca um certificado da quantidade de ouro armazenado. Assim, esses papéis começaram a circular por aí facilitando as trocas monetárias e financeiras.

A partir de um determinado momento, as pessoas não transacionavam mais o ouro em espécie, mas apenas certificados assinados que correspondiam a uma determinada fração do ouro que tinham nos bancos – surgiram os cheques.

O detalhe importantíssimo aqui é que tudo estava lastrado no ouro. Ou seja, as pessoas não negociavam aquilo que não tinham em suas reservas do metal. Porém, os bancos perceberam que, ao receberem os certificados de transação, as pessoas não exigiam o saque imediato do ouro correspondente.

Se aproveitando disso, iniciaram um processo muito conhecido até hoje: ficavam com apenas uma parte da reserva lastreada e emprestavam o restante para obter lucros maiores do que aqueles abrangendo apenas as taxas de transação, surgindo a moeda escritural, virtual, existente na contabilidade dos bancos.

Essa possibilidade liberou os bancos centrais para imprimirem notas de dinheiro à vontade, já que não existe lastro em ouro como exigência.

Quanto mais notas impressas, mais dinheiro na mão das pessoas. Como as pessoas tem mais dinheiro em suas mãos, mais será cobrado por serviços e produtos – isso se chama inflação.

Qual é o problema disso tudo e onde o Bitcoin entra nessa história?

O problema é que eu e você não podemos fazer nada para resolver isso, para evitar que o nosso dinheiro se desvalorize e que valha cada vez menos.

Não conseguimos evitar que as coisas fiquem mais caras, não temos poder para isso. O sistema é centralizado e comandado pelos bancos centrais, e o Bitcoin é a antítese disso.

É descentralizado e o poder está nas mãos dos donos de seus Bitcoins. A partir do momento que você compra o seu Bitcoin, ele é seu e somente seu, ninguém tem nada com isso.

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