Halving à vista: especialistas fazem suas previsões definitivas sobre preço do Bitcoin

Halving à vista: especialistas fazem suas previsões definitivas sobre preço do Bitcoin

O halving do Bitcoin acontece nesta segunda-feira, 11 de maio. Muitos estão se perguntando qual será o preço do BTC, considerando a redução na oferta.

O CriptoFácil conversou com diversas figuras e instituições da criptoesfera, questionando sobre as previsões deles para setembro. Confira abaixo quais foram as previsões.

Dos R$ 70 mil até R$ 115 mil

A lista de previsões começa com Safiri Felix, diretor executivo da ABCripto. Felix ressalta que a Associação não tem previsão para setembro, contudo:

“Vemos boas chances de testarmos os R$ 100 mil até o final do ano.”

Felipe Escudero, do canal BitNada, previu o valores em dólares. Segundo Escudero:

“Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares. Quanto vai valer o Bitcoin daqui 3 meses? Eu gostaria de negociar o ativo em torno de US$ 12 mil. Acredito em uma maior alta entre o ultimo trimestre de 2020 e começo de 2021, negociando o Bitcoin acima dos US$ 15 mil.”

Na cotação do dólar no momento da escrita desta matéria, a máxima prevista por Escudero é de R$ 86,7 mil.

Wellington Silva é trader e idealizador do projeto educacional WS Trader. Silva, que admitidamente não gosta de opinar sobre o preço do Bitcoin, fez uma exceção:

“Meu chute para o preço do Bitcoin pós-halving lá por setembro fica na casa dos US$ 20 mil novamente, mas antes, devemos ver uma queda logo após o halving antes da alta até os US$ 20 mil. Lembrem-se que se criou uma grande expectativa perante o halving, e provavelmente as pessoas compraram antes e vão vender agora, é como o velho ditado: ‘sobe no boato, cai no fato’.”

A previsão de Silva, em Reais e considerando a cotação atual do dólar, fica em cerca de R$ 115,6 mil.

Bernardo Schucman, CEO da FastBlock, também deu seu palpite sobre o valor do Bitcoin para setembro. Schucman foi direto em um palpite que, em Reais, beira os R$ 107 mil:

“Estimo US$ 18.500.”

Exchanges entram nos palpites

Daniel Coquieiri, COO da BitcoinTrade, apresentou uma estimativa próxima à de Escudero. Ele explica:

“É difícil fazer uma previsão do preço do ativo em setembro, pois há vários fatores que influenciam na volatilidade do Bitcoin. Mas, como mesmo antes do Halving, o Bitcoin já está apresentando uma excelente valorização, não me surpreenderia uma correção no preço pós-halving, algo natural. O ativo não pode continuar subindo sempre sem ter correções, não é saudável para ativo nenhum no mundo.

Se for para dar um palpite, como um bolão, acredito que o preço em setembro estará na zona dos US$ 14 mil.”

Com a atual cotação do dólar, o palpite de Coquieri beira os R$ 81 mil.

A exchange Mercado Bitcoin, no início de 2020, fez uma previsão sobre o Bitcoin encerrar o ano cotado a R$ 60 mil. Com base nos fatos ocorridos neste movimentado ano, Fabricio Tota, do Mercado Bitcoin, reviu a previsão:

“Eu vou rever a previsão para os R$ 78 mil.”

André Hamada, membro da BitPreço, comentou sua previsão de forma descontraída:

“Em homenagem a 2017, US$ 20 mil para eu poder reviver meus BTCs que comprei a 68 mil reais.”

Encerrando a lista dos palpites, o CSO da Foxbit, Felipe Trovão, registrou sua previsão:

“A minha previsão é que o Bitcoin esteja cotado a US$ 12 mil em setembro.”

A previsão de Trovão beira os R$ 70 mil, utilizando a cotação atual do dólar.

Gestor de portfólio da Hashdex fala sobre o halving

O CriptoFácil também conversou com instituições que atuam no mercado de criptoativos. Para João Marco Braga da Cunha, gestor de portfólio de criptomoedas da Hashdex, questiona o modelo “stock to flow”:

“Grande parte daqueles que preveem uma grande valorização do Bitcoin causada pelo halving baseiam-se no modelo de estoque por fluxo, que não possui validade alguma do ponto de vista estatístico. Além disso, o halving é um evento amplamente conhecido há tempos. Isso significa que, supondo que o mercado seja minimamente eficiente, seu efeito já está precificado.

Contudo, o gestor de portfólio da Hashdex pondera que o halving traz interesse de investidores:

“Por outro lado, é fato que o halving trouxe mais atenção dos investidores para o Bitcoin. O mercado nada mais é que um mecanismo para geração de consenso. Se, após halving, uma massa relevante de agentes a acreditar que o Bitcoin passou a valer mais, o preço refletirá isso.”

Cunha conclui dizendo que, dos possíveis cenários, ambos são bons para o investidor:

“No geral, parece haver uma assimetria favorável ao investidor: ou o halving não terá efeito algum ou será positivo. Eu, particularmente, acredito mais na primeira hipótese mas, pelo sim, pelo não, prefiro estar posicionado.”

Busca por Bitcoin aumentou na Vitreo com o halving

O CriptoFácil falou ainda com George Wachsmann, chefe de gestão da Vitreo. Do ponto de vista da empresa, ele explica o impacto do halving:

“A procura pelos fundos de cripto da Vitreo tem crescido muito.. Há movimentos do mercado que colaboram para adesão e procura grande por esse tipo de ativo. São basicamente dois motivos: o primeiro e mais importante é que à medida que a pandemia e o isolamento social se estabeleceram no mundo, houve um movimento de emissão de moeda massiva e redução forte nos juros em vários países, o que faz o dinheiro perder valor, e as pessoas vão atrás de ativos que segurem valor, como o ouro, mas entra também nessa tese o Bitcoin. O que se diz é que o Bitcoin é o novo ouro.”

Ademais, Wachsmann completa:

“O segundo motivo é o halving, esse evento que deve acontecer na segunda-feira, e que consiste na redução pela metade da remuneração paga por bloco de Bitcoin aos mineradores da moeda. Em tese, ao reduzir o preço pago, a tendência é haver uma redução da oferta de Bitcoin porque menos pessoas estarão interessadas em fazer a mineração, o que faria o preço do ativo subir. Mas não é possível cravar que haverá queda no interesse dos mineradores e consequentemente da oferta. Nos halvings anteriores, inclusive, não se viu uma alta nas cotações.”

Por fim, o chefe de gestão da Vitreo conclui com uma recomendação:

“Dito tudo isso, eu recomendo ter criptomoedas na carteira e, na minha visão, é para ter um pedacinho, 1% ou 2% do seu total investido porque há, para além do halving, uma perspectiva positiva para o desempenho do ativo.”

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