Espanha acaba com rede de venda de drogas e lavagem de dinheiro com criptomoedas

Espanha acaba com rede de venda de drogas e lavagem de dinheiro com criptomoedas

A Polícia Nacional da Espanha desmantelou organizações criminosas que lavavam dinheiro proveniente da venda ilegal de drogas com criptomoedas. Além de drogas, a quadrilha também vendida remédios e outros narcóticos.

Assim, por meio de um nota publicada pelo Ministério do Interior da Espanha, a instituição explicou que foram realizadas duas operações paralelas para prender os criminosos.

Com isso, a polícia conseguiu desmantelar a infraestrutura dos principais sites supostamente dedicados à venda e distribuição ilegal de medicamentos na Espanha.

Crimes

Segundo as autoridades, o lucro desses sites ultrapassou os R$ 20 milhões.

Como informa a nota, os criminosos lavaram dinheiro comprando criptomoedas e enviando dinheiro para fora da Espanha usando os criptoativos.

A Polícia não divulgou, no entanto, quais criptomoedas foram usadas pelos criminosos e também não expôs em que proporção as criptomoedas foram usadas como uma maneira de lavar dinheiro neste caso.

Por outro lado, uma análise das autoridades destacou que “os investigados fizeram uso de meios tecnológicos avançados”. Isso porque, segundo a polícia, suas comunicações foram criptografadas ou foram usadas “medidas de segurança para mascarar o IP da conexão”.

Prisões

No total, as autoridades detiveram 33 pessoas nos mais de 12 municípios alvos das operações.

Além disso, foram apreendidos dispositivos tecnológicos, cerca de R$ 200 mil em dinheiro e parte das drogas ilegais. Entre as drogas, destacam-se medicamentos para disfunção erétil e cocaína.

As investigações mostraram que os sites funcionavam como farmácias virtuais e a maior parte da distribuição era destinada a intermediários. Já que as quantidades compradas não correspondiam ao comportamento do consumidor final.

Outras operações envolvendo criptomoedas

Em 28 de junho, a Guarda Civil Espanhola anunciou o desmantelamento de uma rede de pedofilia.

Graças à transparência da blockchain do Bitcoin, as autoridades conseguiram chegar aos criminosos rastreando as transações dos envolvidos.

Uma operação semelhante, realizada em outubro passado, permitiu às autoridades americanas desmantelar “o maior site de pornografia infantil do mundo”.

Assim, o site chamado Welcome to Video, foi identificado como aquele com o maior volume de conteúdo em termos de exploração sexual infantil.

A rede caiu devido ao rastreamento dos movimentos de fundos no Bitcoin. A ação foi realizada por várias instituições norte-americanas em conjunto com autoridades do Reino Unido e Coréia do Sul.

Migração para Monero

Entretanto, a transparência no Bitcoin levou grupos terroristas e criminosos a migrarem para outras criptomoedas para a movimentação de seus fundos.

A exemplo disso, em junho deste ano, um site de notícias associado ao Estado Islâmico mudou do BTC para a criptomoeda Monero para receber doações, alegando, justamente, a busca por privacidade.

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