Dinheiro tende a desaparecer e criptomoedas são desafio, diz professora da PUC

Dinheiro tende a desaparecer e criptomoedas são desafio, diz professora da PUC

Na nova realidade pós-pandemia as criptomoedas são desafios. Foi o que afirmou a jornalista e professora da PUC, Luciana Brafman em um artigo para a revista Veja Rio.

Na coluna, publicada no dia 21 de maio, Brafman comentou o cenário atual da pandemia global. Para ela, essa situação resultará em um nova realidade em que o dinheiro vivo tende a desaparecer. Assim, as criptomoedas surgem como um novo desafio ao lado da tecnologia das maquininhas e das transações digitais.

Moeda digital da Suécia

Brafman começou falando sobre a Suécia, país que começou a testar uma moeda digital recentemente:

“O país tem, óbvio, a sua coroa – nome clássico para a moeda de uma monarquia. Pois a svensk krona, que existe desde 1873 e resistiu bravamente ao euro, deve desaparecer em breve”, observou.

A professora justificou sua afirmação lembrando que em fevereiro, o banco central da Suécia começou a testar sua criptomoeda, a e-krona. A pretensão é que a moeda digital substitua os quase 1% de transações que ainda usam dinheiro vivo no país.

Tendência global

Saindo da Suécia e observando as tendências mundiais, Brafman comentou que os cartões de débito e crédito vêm ganhando aceitação e espaço como meios de pagamento. Assim como, mais recentemente, os dispositivos digitais.

“Essa tendência – de diminuição da circulação de dinheiro vivo nas ruas – tem tudo para avançar no pós-pandemia, como consequência dos cuidados e restrições que as pessoas provavelmente adotarão para evitar contágio pelo novo coronavírus”, ressaltou ela. “O e-commerce contribui para a alta no volume de transações eletrônicas em detrimento do “cash”. A modalidade, em curva ascendente há décadas, vai reinar nestes novos tempos.”

“Aqui não é a Suécia”

Voltando o olhar para o Rio de Janeiro, a professora da PUC citou um levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ) realizado no ano passado. De acordo com o estudo, 70% dos estabelecimentos comerciais aceitavam como forma de pagamento cartões de crédito e débito.

Sobre isso, ela destacou o impacto do custo das maquininhas na composição de margem de preço dos produtos. Como exemplo, citou o preço do coco verde em um quiosque da orla do Rio, módicos R$ 8, pagos no cartão de crédito. O mesmo coco sai a menos de R$ 2 no supermercado.

A justificativa da vendedora? “Todo mundo só quer pagar com cartão, ainda mais agora que ninguém quer encostar em dinheiro velho. Mas a taxa do cartão é a gente que paga”.

Outros desafios do mundo quase sem moeda

Por fim, Brafman falou sobre outros desafios dessa sociedade que está deixando o dinheiro vivo de lado. A segurança digital, golpes virtuais e o acesso à conectividade são alguns deles.

“Em um cenário projetado de alto desemprego e perda de renda, estas são questões importantes para impulsionar uma desejada retomada econômica. Nesse processo, a tecnologia não pode ser a vilã, mas sim uma grande aliada de empresários (grandes e pequenos), trabalhadores e consumidores”, completou.

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