Depósitos na poupança chegam a R$ 30,5 bilhões e batem recorde durante crise do coronavírus

Depósitos na poupança chegam a R$ 30,5 bilhões e batem recorde durante crise do coronavírus

O “investimento” tratado com desdém por economistas bateu recorde de aportes em abril desde ano.

A poupança, em meio à crise do coronavírus, recebeu R$ 30,5 bilhões em depósitos no quarto mês do ano. A informação foi revelada por Samy Dana, em seu programa Cafeína.

Juntamente com Dony De Nuccio, Dana abordou três pontos pelos quais as pessoas não devem investir na poupança.

Fique de fora da poupança

O valor expressivo depositado na poupança não era visto desde 1995. Em março, “apenas” R$ 12,2 bilhões foram depositados na poupança, representando o valor de abril um aumento de 250% em relação ao mês anterior.

Para Dana, três são os motivos por trás do aumento no valor aportado: o recebimento do auxílio emergencial; consumo reduzido durante o isolamento; e a utilização da poupança como reserva de emergência, devido aos tempos de incertezas.

Entretanto, assim como outros economistas, Dana afirma que a poupança não é uma boa opção. Junto com De Nuccio, o economista passa a explicar três motivos para não depositar na poupança.

O primeiro é a data de aniversário. Para que os ganhos sejam computados, é necessário que o valor tenha ficado “inerte” durante um ano. Dana afirma:

“Pode retirar a qualquer momento, mas também não ganha nada.”

O segundo motivo apontado é o baixo rendimento. Atualmente, o rendimento da poupança é de 70% da Selic, acrescido da taxa referencial (TR). Contudo, a TR está zerada desde setembro de 2017.

Em outras palavras, o rendimento anual da poupança é de 2,10%. Porém, o grande problema é que ele pode ser facilmente ofuscado pela inflação que, se for maior que o rendimento, significa que o investidor perdeu dinheiro.

O último ponto é o risco de crédito ou, conforme facilitado por De Nuccio, o “risco de calote da instituição”. Segundo explicado, o risco da poupança é igual ao dos CDBs e maior do que o tesouro direto.

Mas e o Bitcoin?

Considerando que um dos pontos apontados por Dana e De Nuccio para aumento de depósitos na poupança foi o recebimento do auxílio emergencial, uma comparação com as criptomoedas parece inevitável.

A primeira rodada do auxílio emergencial, de R$ 600, foi depositada em 18 de abril. À época, a cotação do dólar era de R$ 5,25.

Consequentemente, fazendo os cálculos cambiais, um Bitcoin estava cotado a cerca de R$ 38.100 – ou US$ 7.257,66. Desta forma, R$ 600 eram capazes de comprar 0,015748 BTC.

No momento da escrita desta matéria, exatamente um mês depois, o Bitcoin está cotado a R$ 55.967,39. Nesse caso, os 0,015748 BTC obtidos valeriam atualmente R$ 881,37.

Trata-se de uma valorização de quase 47%, um retorno 21 vezes maior em relação à poupança – mas conquistado em um mês.

Entretanto, há que se levar em consideração a preocupação do povo, que está guardando dinheiro em espécie em vez de investir. Isto posto, apesar da grande oportunidade de ganhos, é compreensível que o medo tenha empurrado os investimentos para a poupança.

De qualquer forma, é sempre útil não ceder às emoções e escolher com cuidado onde investir.

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