Com doações em Bitcoin, Cruz Vermelha italiana constrói centro médico para atender vítimas de pandemia

Com doações em Bitcoin, Cruz Vermelha italiana constrói centro médico para atender vítimas de pandemia

A campanha de arrecadação de doações em Bitcoin organizada pela Cruz Vermelha da Itália para auxiliar no combate à Covid-19 começou a dar seus primeiros resultados. Foram quase US$32 mil (cerca de R$ 165 mil) em Bitcoin arrecadados em menos de um mês. E agora, aproximadamente US$ 22 mil (R$114 mil) serão usados para financiar a construção do primeiro posto médico avançado na cidade de Castel Gandolfo, perto de Roma.

Os recursos foram gastos na compra de uma barraca inflável que abrigará o posto médico, além de outros materiais. A barraca foi montada durante o “dia de doação de sangue” na Itália e usada como estação de triagem para exames médicos pré-doação, visando identificar se os doadores estão livres da Covid-19.

“Com grande prazer, alcançamos o primeiro marco principal de nossa captação de recursos”, disse Bruno Pietrosanti, presidente da Cruz Vermelha Italiana, ao Helperbit (site oficial da campanha). “Estamos felizes por transformar as doações recebidas em uma ajuda tangível e estamos animados por ter recebido tanta ajuda da comunidade de (usuários) Bitcoin”, acrescentou.

Metas alcançadas em tempo recorde

Davide Menegaldo, COO da Helperbit, afirmou que as doações de sangue ocorrerão pelo menos duas vezes por semana nos próximos quatro meses, com o próximo evento programado para 19 de abril. Ele acrescenta que a “equipe da Cruz Vermelha planeja implantar mais equipamentos comprados com doações de Bitcoin” antes do próximo evento”.

A primeira meta da campanha era arrecadar US$10.700 (R$55 mil), e foi alcançada em apenas três dias. Já a segunda meta, de US$26 mil (R$134 mil) foi alcançada em duas semanas. Até o momento, a iniciativa levantou mais de 4 Bitcoins, superando em 113% a sua segunda meta de financiamento total. Mais de US$ 10 mil (R$52 mil) em doações ainda estão pendentes de uso e a campanha continua arrecadando doações.

Menegaldo afirma que o posto médico com equipamento básico custa aproximadamente US$ 13 mil (R$67 mil), enquanto uma instalação com equipamento mais avançado pode facilmente exceder US$22 mil (R$114 mil).

Enquanto o COO da Helperbit afirma que a empresa se esforçou para encontrar empresas no setor de saúde que suportam o Bitcoin como meio de pagamento, ele admite:

“Está claro que esse objetivo precisa ser equilibrado com a situação no mundo atual, portanto, tentaremos encontrar o equilíbrio entre um caso de uso completo de pagamentos comente com Bitcoin e a emergência atual.”

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