CEO do CoinMarketCap: “Nada garante que o preço do Bitcoin subirá antes ou depois do halving”

CEO do CoinMarketCap: "Nada garante que o preço do Bitcoin subirá antes ou depois do halving"

A Binance anunciou recentemente a compra do CoinMarketCap (CMC) por um preço não revelado. O acordo foi considerado uma das principais fusões e aquisições no setor de criptomoedas em 2020. Com a venda, o fundador da CMC, Brandon Chez, renunciou imediatamente e foi substituído como CEO interino pela diretora de estratégia Carylyne Chan, uma jovem chinesa que entrou para a indústria de criptomoedas em 2018.

Carylyne Chan, que anteriormente trabalhava para empresas no ramo de Inteligência Artificial, concedeu uma entrevista ao portal 8BTC. Ela declarou que nada garante que o preço do Bitcoin vai subir antes ou depois do halving e que o coronavírus tem feito as pessoas em todo o mundo repensarem sua relação com o dinheiro.

“Em termos do halving eu acho interessante observar as tendências históricas a partir de uma perspectiva de dados. Historicamente, o halving coincidiu com um grande aumento de preços um ano ou mais após o evento, mas isso é baseado apenas no passado e com contextos diferentes, então definitivamente não é garantido que isso aconteça novamente”, disse.

Em relação ao avanço do coronavírus em todo o mundo, Chan destacou que a coisa mais importante que sairá disso é que as pessoas podem começar a questionar os fundamentos do dinheiro e o que isso realmente significa para nós como sociedade.

“Por exemplo, considerando que uma proporção de nossos usuários está nos EUA, vemos o impacto macroeconômico do coronavírus se manifestando nos memes “BRRR” que estão acontecendo lá. As pessoas começam a perguntar sobre como a inflação altera seu poder de compra. Também vemos os mais jovens observando o mercado de capitais e seus problemas estruturais.”

Segundo ela, todos esses fatores macroeconômicos serão importantes de serem observados pois, certamente, eles vão impactar na construção do mercado de criptomoedas. “Algo interessante no meio de todas essas discussões é o crescente interesse pelas moedas digitais do Banco Central (CBDCs). Eu me pergunto como tudo isso vai dar certo! Definitivamente, estaremos acompanhando de perto”, destacou.

Sobre a possibilidade de conflito de interesses entre o agregador de preços e dados do universo de criptoativos e a Binance, uma das principais empresa neste setor, Chan garantiu a transparência e finalizou com um desafio.

“O compromisso da CMC com a neutralidade sempre foi sustentado por considerações filosóficas e de negócios. Do ponto de vista comercial, é do interesse da CMC permanecer neutro para manter a confiança que nossos usuários depositam em nossos dados, pois essa confiança é essencial para a marca e os negócios da CMC. Basicamente, permanecer neutro é absolutamente essencial para os negócios a longo prazo”.

Em termos de governança, a CMC pertence à Binance Capital Management, empresa global de blockchain, e não à Binance.com. “Estamos comprometidos com nossos usuários e não prejudicamos nenhum cliente, mesmo que eles sejam concorrentes da Binance. Convido você a julgar por si mesmo nos próximos meses”, disse ela.

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