Bolsas de valores de todo o mundo pedem que Reino Unido que alivie para os derivativos de criptoativos

A Federação Mundial das Bolsas de Valores (WFE, na sigla em inglês) fez um apelo ao governo do Reino Unido para que ele não proíba a negociação de derivativos de criptomoedas para investidores de varejo. A informação foi divulgada pelo site The Block nesta segunda-feira, 07 de outubro.

A WFE é uma entidade internacional que tem mais de 70 membros, incluindo algumas das maiores bolsas do mundo: CME Group, Nasdaq e Intercontinental Exchange (ICE), controladora da bolsa de Nova York (NYSE, na sigla em inglês). A federação fez o apelo para o órgão fiscalizador do mercado financeiro do Reino Unido, a Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês).

No anúncio desta segunda-feira, a WFE disse que a FCA precisa encontrar o equilíbrio certo entre permitir que produtos inovadores sejam comercializados no Reino Unido e garantir que eles sejam vendidos de forma responsável por fornecedores totalmente regulamentados.

“Pedimos que as autoridades, incluindo a FCA, desenvolvam um caminho regulatório certo para permitir que o mercado prospere e beneficie seus consumidores, mesmo entendendo que é um ato de equilíbrio”, disse Nandini Sukumar, CEO da WFE.

Conforme relatou o CriptoFácil em novembro do ano passado, a FCA propôs banir a venda de derivativos de criptomoedas e notas negociadas em bolsa para investidores de varejo, sob a alegação de que esses produtos são “inadequados” para os consumidores de varejo devido à sua “extrema volatilidade”.

A WFE disse que, embora reconheça a volatilidade identificada pela FCA, uma proibição total não é a melhor solução. Uma consulta da proposta de proibição da FCA terminou no último dia 03 de outubro, e as mudanças finais nas regras de derivativos devem ser divulgadas no primeiro trimestre de 2020.

A WFE, cujos membros também incluem a bolsa alemã Deutsche Boerse, a London Stock Exchange, Australian Securities Exchange, SIX Swiss Exchange e Hong Kong Exchanges and Clearing, entre outras bolsas, disse que os criptoativos representam um mercado em “evolução e crescimento” e espera-se a participação do consumidor aumente à medida que o mercado evolui. A proibição, portanto, seria um contra-senso e um impedimento à essa evolução.

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