Bloomberg: pressão para aprovar um ETF de Bitcoin aumenta

Bloomberg: pressão para aprovar um ETF de Bitcoin aumenta

Um novo pedido para criação de um ETF de Bitcoin foi apresentado. A gestora de criptomoedas Valkyrie enviou o pedido para a criação do ETF Valkyrie Bitcoin Fund.

O pedido foi apresentado para a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) na sexta-feira (22). Agora, a SEC tem 45 dias para fazer a análise e dar seu parecer.

Este foi a segunda proposta de um ETF de Bitcoin apresentada em menos de 30 dias. A primeira foi da gestora VanEck, que apresentou a sua no último dia de 2020.

ETFs começam a virar realidade

Com o aumento da procura institucional por Bitcoin, a SEC começa a ver pressões para aprovação desse fundo. Afinal, eles são um dos veículos que facilitam muito a exposição dos investidores ao Bitcoin.

Além disso, a SEC tem passado por mudanças com o novo governo de Joe Biden. E muitas dessas mudanças podem significar maior abertura para ETFs de Bitcoin ainda em 2021.

Para Lark Davis, um dos maiores investidores de Bitcoin da Nova Zelândia, um ETF poderá ser aprovado nos próximos meses. E isso pode trazer um forte impacto no preço do Bitcoin.

“Eu acho que é altamente provável que tenhamos um ETF de Bitcoin este ano. Quando o fizermos, enviaremos o preço para mais de 6 dígitos facilmente”, disse Davis em seu Twitter.

Lark Davis mostra otimismo com ETF de Bitcoin
Lark Davis mostra otimismo com ETF de Bitcoin: Fonte: Twitter/Lark Davis

Bloomberg cita motivos para aprovação de ETF

Para o analista de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, a SEC não pode mais esperar. Em seu mais recente artigo, o analista diz que já ficou claro a preferência dos investidores por esse fundo.

“Uma pesquisa informal do Twitter que realizei recentemente descobriu que quase 80% das 2.192 pessoas que responderam acreditam que a SEC deveria aprovar um ETF bitcoin. Cerca de 50%. A SEC está demorando em excesso para aprová-lo”, disse.

Para Balchunas, um ETF de Bitcoin eliminaria os riscos de outros produtos de investimento. Ele cita como exemplo os fundos da Grayscale Investments, maior gestora de criptomoedas do mundo.

“Os fundos da Grayscale possuem uma grande volatilidade e com um alto prêmio sobre o preço original do Bitcoin. Com um ETF, os investidores saberiam que estão comprando um fundo com o preço muito próximo do ativo subjacente”, disse o analista.

Outra razão que não justifica a demora, segundo Balchunas, são os exemplos externos. Ele cita exemplos de ETF de Bitcoin funcionando muito bem em outros países.

“Mais de 20 ETFs de criptomoeda já existem fora dos EUA, principalmente na Europa”, disse. No entanto, lá existem os produtos baseados em Bitcoin (ETP, na sigla em inglês).

Eles possuem uma estrutura diferente e menor volume que os ETFs, por exemplo. Balchunas reconhece isso, mas afirma que eles já são um exemplo de que pode dar certo.

“Um ETF de Bitcoin seria um negócio muito maior em termos de volume e ativos. Porém, ele efetivamente funcionaria da mesma forma (que os ETPs europeus). Embora os prêmios e descontos para valores de ativos líquidos sejam maiores do que a maioria dos ETFs de ações, eles são bastante restritos e muito mais apertados do que a Grayscale e outros fundos”, disse.

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