BitMEX registra marca no Brasil referente a software para negociar criptomoedas

BitMEX registra marca no Brasil referente a software para negociar criptomoedas

Na edição do dia 02 de junho da Revista da Propriedade Intelectual, o HDR Holding Group registrou uma marca no Brasil. O HDR Holding Group controla a exchange BitMEX.

Segundo a descrição do produto, trata-se de um software “baixável” para negociar criptomoedas. Dentre outras funções, também está previsto um caixa eletrônico.

BitMEX no Brasil?

Em consulta no site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), é possível obter mais detalhes sobre a marca.

São duas marcas dentro de um mesmo processo, ambas com o deferimento pendente. A primeira contém, logo em seu início a descrição “software para uso com relação a serviços de câmbio de criptomoeda”.

Enquanto a primeira foca mais na questão do software e suas funcionalidades, a segunda diz respeito a serviços. A descrição engloba “serviços de câmbio de criptomoedas” e demais pontos relacionados a este tema.

Como assuntos relacionados estão consultoria, aconselhamento e informações sobre criptoativos. Ademais, também está inclusa a “comercialização financeira eletrônica, a saber: comercialização na área de ativos digitais, como bitcoins, criptomoedas, tokens digitais, moedas virtuais e moedas digitais”.

De acordo com a Classificação Internacional de Viena, a marca da BitMEX também foi registrada. Trata-se da forma como a exchange é popularmente conhecida:

O pedido foi feito em outubro de 2019, e foi recebimento pelo INPI no fim de fevereiro deste ano. A vigência do registro tem duração de 10 anos, contados a partir da data do pedido.

Desta forma, caso deferida, a marca da BitMEX no Brasil ficará registrada até 10 de outubro de 2029.

BitMEX perdendo espaço

Conforme já relatado pelo CriptoFácil, a BitMEX tem perdido espaço para outras plataformas de contratos futuros.

Huobi, OKEx e Binance têm conquistado espaço, após as duras críticas sofridas pela BitMEX.

Uma falha no sistema da exchange ocorrida em março deste ano fez com que diversos traders fossem liquidados. Para acalmar os ânimos, a exchange devolveu o equivalente a 40 BTC.

Além disso, a não utilização de soluções como a SegWit por parte da exchange foi apontado como fator de “encarecimento” de taxas da rede Bitcoin.

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