Bitcoin pode chegar a R$ 250 mil com apenas 1% do capital de instituições, aponta Messari

Bitcoin pode chegar a R$ 250 mil com apenas 1% do capital de instituições, aponta Messari

Uma baixa alocação de investimentos institucionais pode catapultar o preço do Bitcoin. É o que afirmou Ryan Watkins, da Messari, empresa de research especializada em criptoativos.

Watkins analisou os números e fez sua previsão. Se instituições alocarem apenas 1% de suas carteiras ao Bitcoin, seu valor de mercado poderá subir para mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). Atualmente, o valor de mercado do Bitcoin é de US$ 172 bilhões (R$ 860 bilhões).

A pesquisa de Watkins procurou calcular o impacto dos investidores institucionais no preço do BTC. Para isso, Watkins seguiu o famoso exemplo do gerente de fundos de hedge Paul Tudor Jones, de investir uma “porcentagem baixa de um dígito” no Bitcoin.

99% varejo – e aquele 1% institucional

Watkins levou em conta a entrada de vários grandes investidores no mercado. Ele considerou fundações, escritórios familiares, fundos soberanos, fundos de pensão e fundos mútuos. A princípio, a entrada deles resultaria em cerca de US$ 480 bilhões (R$ 2,4 trilhões) a mais no mercado de Bitcoin.

Messari

Em sua pesquisa, Watkins cita pesquisador Chris Burniske, que descobriu que os fluxos de moeda fiduciária para criptoativos levaram a ganhos de preço entre duas e 25 vezes durante a tendência de alta de 2017.

“Uma alocação institucional agregada de 1% ao BTC pode facilmente elevar o valor de mercado do Bitcoin acima US$ 1 trilhão ou mais de US$ 50.000 por Bitcoin”, afirmou Watkins.

Fundos de pensão podem impulsionar Bitcoin no futuro

Por um lado, Watkins acredita que “o Bitcoin pode não precisar de instituições para ter sucesso”. Por outro, ele diz que “se o BTC se tornar uma reserva de valor não-soberana adotada globalmente, será necessário convencer os investidores institucionais a transferir riqueza para o ativo”.

Watkins previu que os fundos de hedge levarão esses investidores ao Bitcoin. Mas Ryan Radloff, CEO da custódia multimilionária Kingdom Trust, tem uma opinião diferente. Radloff acredita que o setor de aposentadoria nos Estados Unidos será o primeiro a abraçar o BTC. O motivo: os consumidores exigem a capacidade de alocar ativos digitais para suas carteiras de aposentadoria.

Atualmente, o setor de aposentadorias possui US$ 28 trilhões (R$ 140 trilhões) em ativos. A própria Kingdom Trust criou o primeiro fundo de aposentadoria em Bitcoin do mundo, em parceria com a startup Bitwage.

Outros analistas acreditam que novos produtos e regulamentações podem trazer investidores a esse mercado. É o caso dos tokens securitizados, que podem representar ativos do mundo real. Outra possibilidade é a criação de ETFs, como o aguardado ETF de Bitcoin.

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