Analista alerta sobre a redução da dependência global do dólar

Um grupo de “nações muito poderosas” está cada vez mais adotando medidas para reduzir sua dependência do dólar norte-americano, de acordo com uma analista de segurança global. Tradicionalmente, como uma reserva mundial de valor, será que o Bitcoin se beneficiará de um êxodo global do dólar?

Anne Korin, do Instituto para a Análise da Segurança Global, identifica fortes motivos que inspiram a China, a Rússia e a Europa a abandonarem o dólar norte-americano como o ativo principal do comércio global. Ela descreve a situação como “insustentável”.

As nações que estão se afastando do dólar podem beneficiar o Bitcoin?

Korin apareceu nesta quinta-feira, 31 de outubro, no programa “Squawk Box” da CNBC, para discutir o que ela descreveu como “grandes impulsionadores para fora” do dólar. Para a analista, um dos principais motivos que leva alguns países a largar mão do dólar norte-americano é a possível censura de Washington.

Ela argumenta que a dependência do dólar deixa os países que desejam negociar com aqueles sancionados pelos EUA em risco de punição por Washington. Ela mencionou as atuais sanções dos EUA contra o Irã que proíbem grandes empresas europeias de negociarem com o país.

Por pura conveniência, a maior parte do comércio global é realizada em dólares norte-americanos. No entanto, os pagamentos em dólares são liberados pelos bancos dos EUA e estão sujeitos à censura desses bancos (a um pedido do governo federal). Isso significa que as transações entre entidades que podem não ter nada a ver com o país estão sujeitas à sua jurisdição.

Obviamente, o uso do Bitcoin é livre do tipo de censura financeira que é vista em exemplos como as recentes restrições de compra de dólares na Argentina, as redes de pagamento que encerram serviços a certos grupos políticos ao redor do mundo ao longo dos anos e os exemplos mencionados por Korin no programa da CNBC. No entanto, ainda é um grande salto pensar que o Bitcoin seria subitamente favorecido pelas nações mais poderosas do planeta.

Dito isso, o que a entrevista de Korin destaca é que a censura financeira não é apenas uma questão para quem vive sob regimes autoritários ou em tempos de imenso conflito econômico. Algumas das nações mais poderosas do planeta estão começando a reagir ao controle de Washington sobre as finanças globais.

Um dos sintomas desse desejo de diminuir a importância do dólar nas finanças globais são os próprios esforços da China para internacionalizar o yuan. A analista citou o lançamento do país de Futuros de petróleo bruto denominados em yuan como evidência disso. Embora admitindo que 90% do comércio de petróleo ainda seja feito em dólares, Korin disse:

“Se você quer um passo inicial para diminuir o domínio do dólar sobre o comércio de petróleo, isso é um empurrão na direção da desdolarização.”

Sobre o futuro, Korin disse que não sabia como seria a situação e só poderia dizer que é “insustentável”.

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